Oct 02, 2026 (Grupo CMA via COMTEX) --
Porto Alegre, 2 de outubro de 2026 - O dólar comercial fechou a R$ 5,2166 para venda, com baixa
de 0,13%. O dollar index, que mede a divisa americana frente a uma cesta de moedas, registrava baixa
de 0,20% a 101,89 pontos. O dólar futuro para novembro estava cotado a R$ 5.241,500, com retração
de 0,37%.
O dólar oscilou entre pequenas baixas e leves altas ao longo do dia. Segundo analistas, o
relatório de empregos dos Estados Unidos veio mais fraco que o esperado e reforça a aposta de que
o Federal Reserve deve manter os juros em outubro, o que leva os juros longos americanos para baixo,
enquanto o petróleo recuou com a sinalização de liberação de estoques de diesel na Europa. Esse
alívio externo tem efeito limitado por aqui, onde a incerteza na véspera do primeiro turno mantém
uma demanda mais defensiva por dólar, apontou Vitor Kayo, economista sênior da Nomad.
No âmbito doméstico, segundo fontes ouvidas pela Agência Reuters, as perspectivas do mercado
para os próximos meses indicam que o dólar deve seguir girando ao redor R$ 5,20, com os
investidores avaliando os riscos relacionados às perspectivas orçamentárias do país.
Já a perspectiva para a moeda norte-americana para 12 meses também permaneceu inalterada em
relação à previsão de 5,23 feita no mês passado, mesmo com os principais candidatos do Brasil
não tendo apresentado planos convincentes para corrigir a deterioração do quadro fiscal.
Conforme o mercado, a equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva propôs uma consolidação
gradual aceitável para os parlamentares em Brasília, mas o programa carece de cortes
significativos de despesas, disseram analistas. Por outro lado, seu principal adversário, o senador
Flávio Bolsonaro, está considerando um ajuste agressivo que provavelmente enfrentaria difíceis
obstáculos políticos.
No cenário internacional, o movimento de queda do petróleo, com a decisão da União Europeia
de liberar estoques adicionais de diesel e petróleo bruto, o que aliviou as preocupações com a
escassez global de energia e a divulgação de dados a respeito de emprego nos Estados Unidos
trouxeram maior tranquilidade ao mercado.
O payroll dos Estados Unidos mostrou criação de 29 mil vagas em setembro, bem abaixo da
expectativa de mercado, de 85 mil, e da média mensal de 45 mil dos 12 meses anteriores. Os dados de
agosto e julho foram revisados para baixo, com agosto passando de 162 mil para 133 mil vagas e julho
de 21 mil para uma perda de 10 mil. A taxa de
desemprego subiu a 4,2%, acima da expectativa de 4,1%, mas ainda dentro da faixa estreita de 4,1% a
4,3% observada desde março. O salário médio por hora subiu 0,1% no mês, abaixo da expectativa de
0,3%, e 3,0% em 12 meses, também abaixo do esperado, de 3,1%.
O resultado fraco, somado às revisões negativas, mostra um mercado de trabalho menos aquecido
do que sugeria o dado de agosto. O quadro tende a reduzir a pressão por novas altas de juros, com o
crescimento dos salários também perdendo força. Por outro lado, o desemprego segue baixo e a
inflação continua bem acima da meta de 2%, o que deixa o Fed, que acabou de elevar os juros,
diante de uma situação delicada e faz o mercado mudar suas apostas de juros.
Copyright 2026

COMTEX_493674231/2574/2026-10-02T16:40:21