Apr 03, 2025 (Grupo CMA via COMTEX) --
São Paulo, 3 de abril de 2025 - Confira as principais notícias desta quinta-feira.
MERCADOS
A Bolsa fechou estável, com leve queda de 0,03%, em uma sessão de bastante volatilidade após
as tarifas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, causar nervosismo nos mercados mundiais.
O índice chegou a operar boa parte do pregão em alta.
Os principais índices do mercado de ações dos Estados Unidos fecharam o pregão desta
quinta-feira em forte queda, com o S&P 500 retornando ao território de correção e registrando sua
maior perda diária desde 2020. O movimento foi impulsionado pelo anúncio do ex-presidente Donald
Trump sobre novas tarifas abrangentes, intensificando os temores de uma guerra comercial global e de
uma possível recessão.
O dólar comercial fechou a R$ 5,6259 para venda, com desvalorização de 1,17%. Às 17h05, o
dólar futuro para maio tinha baixa de 1,24% a R$ 5.648,000. O Dollar Index, que mede o desempenho
da moeda americana frente a uma cesta de unidades, recuava 1,60% a 102,14 pontos.
As taxas dos contratos futuros de Depósitos Interfinanceiros (DIs) fecharam em queda forte em
linha com as treasuries refletindo o temor de recessão nos Estados Unidos com o tarifaço de Trump.
PRINCIPAIS NOTICIAS
BRASIL
PLANALTO: Governo amplia MCMV e antecipa 13º de aposentados do INSS
Ampliação do Minha Casa, Minha Vida para atender famílias com renda de até R$ 12 mil, com
financiamentos em até 420 meses, taxa de juros competitiva e voltada para imóveis de até R$ 500
mil. Antecipação do calendário do 13º de aposentados e pensionistas, com repasses entre abril e
junho, medida que injeta R$ 73 bilhões na economia e beneficia mais de 34,2 milhões de pessoas.
Implantação da TV 3.0, que prevê a transição para o sistema de transmissão digital de última
geração. E o lançamento de uma campanha publicitária com o mote O Brasil é dos Brasileiros.
PETROBRAS: Fitch reafirma nota de crédito em 'BB', com perspectiva estável
A Petrobras informou que agência de classificação de risco Fitch reafirmou a nota de crédito
da companhia na escala global em BB, com perspectiva estável. A Fitch também reafirmou o rating
AAA na escala nacional.
LULA: Governo vai tomar todas medidas cabíveis após tarifaço de Trump
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira (3) que o país vai tomar todas
as medidas cabíveis diante da decisão do governo norte-americano de tarifar em 10% os produtos
brasileiros. A sobretaxa foi anunciada na última quarta-feira (2) pelo presidente dos Estados
Unidos, Donald Trump, em meio a uma espécie de tarifaço global sobre impostos de importação.
FENABRAVE: Total de veículos novos vendidos no 1º trimestre é o maior desde 2008
A quantidade de vendas de veículos novos (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus,
motos e implementos rodoviários) no primeiro trimestre de 2025 foi a maior desde 2008. Foram
vendidas 1,08 milhão de unidades nos três primeiros meses do ano, resultado 8% superior ao anotado
no mesmo período de 2024. Os dados, divulgados nesta quinta-feira (3), em São Paulo, são da
Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).
CLIMA: Taxação dos EUA pode prejudicar cooperação climática, diz Marina Silva
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, criticou, nesta quinta-feira (3),
o governo dos Estados Unidos por elevar o valor das tarifas de importação cobradas de produtos
vendidos por parceiros comerciais, incluindo o Brasil.
MUNDO
FED: Jefferson diz que banco mantém postura cautelosa sobre taxa de juros em meio a incertezas
O vice-presidente do Federal Reserve, Philip Jefferson, afirmou nesta quinta-feira que a
política monetária atual está bem posicionada para lidar com os riscos econômicos, mostrando-se
contrário a ajustes imediatos nas taxas de juros. Em discurso preparado para uma conferência do
Fed de Atlanta, Jefferson destacou que a economia americana permanece sólida, mas enfrenta
pressões inflacionárias decorrentes de tarifas comerciais e elevada incerteza sobre o cenário
futuro. "Não há necessidade de pressa para fazer novos ajustes nos juros", declarou, reforçando o
posicionamento cauteloso adotado pelo banco central diante das recentes mudanças na política
comercial do governo Trump.
TARIFAS: OMC recebe questionamentos sobre medidas dos EUA e promete análise econômica -
Reuters
A Diretora-Geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Ngozi Okonjo-Iweala, afirmou que
recebeu "muitas" perguntas dos estados-membros sobre o impacto das tarifas impostas pelo presidente
dos Estados Unidos, Donald Trump, e que o órgão responderá a esses questionamentos. A
informação foi divulgada pela Reuters, que teve acesso a uma carta enviada aos embaixadores da
organização em 3 de abril.
FED: Cook diz que banco deve adotar postura cautelosa diante de incertezas e tarifas comerciais
A governadora do Federal Reserve, Lisa Cook, afirmou nesta quinta-feira (3) que o banco central
americano deve manter uma postura paciente diante do alto nível de incertezas econômicas,
aguardando mais dados antes de qualquer novo ajuste nas taxas de juros. Em discurso na Universidade
de Pittsburgh, Cook destacou que a política monetária atual está bem posicionada para responder a
diferentes cenários, mas admitiu que os riscos inflacionários agora parecem inclinados para cima,
especialmente devido às novas tarifas comerciais impostas pelo governo Trump.
TARIFAS: Secretário de Comércio dos EUA afirma que países precisam abrir mercados para
reduzir taxas
O secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, declarou nesta quinta-feira (3) que a
administração Trump está em negociações com os principais parceiros comerciais para reduzir os
impactos das novas tarifas anunciadas pelo presidente Donald Trump. A condição, segundo ele, é
que esses países aceitem importar mais produtos americanos.
TARIFAS: China pediu aos EUA retirarem imediatamente as taxas impostas sobre seus produtos e
promete retaliação
A China pediu que os Estados Unidos retirem imediatamente as novas tarifas impostas sobre
produtos chineses e prometeu retaliar caso isso não aconteça. O anúncio veio após o presidente
Donald Trump decretar tarifas generalizadas sobre parceiros comerciais dos EUA. Segundo o
Ministério do Comércio chinês, essa medida ignora os acordos alcançados em negociações
comerciais internacionais e desconsidera os benefícios que os EUA obtiveram com o comércio global
ao longo dos anos. Em resposta, Pequim afirmou que tomará medidas para proteger seus interesses,
intensificando o risco de uma escalada na guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.
Larissa Bernardes - larissa.bernardes@cma.com.br (Sasfras News)
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